domingo, 29 de setembro de 2013

POEMA Nº 121 - NÓS DUAS, DIVINAS!

Gosto de ficar
inventando cartografias em teu corpo.
Guias para a minha perdição!
Farol? Precisa não!
O que eu quero é perder-me. Diluir-me.
Desaparecer nesta geografia 
de belos relevos e fantasia.
Teus olhos, duas luas azuis
que brincam de pisca-pisca
no negrume dos meus.
Pétalas de rosa carmim, teus lábios
entreabertos, sensuais, convidativos
por onde desliza úmida língua atrevida...
A desdenhar dos meus desejos
e a brincar de procurar caminhos
pelas minhas pernas...
Minha bela menina
és minha. Sou tua.
Nós duas, divinas!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Pintura "O SONHO DE COURBERT"




3 comentários:

  1. Caramba! PROVOCADOR! É assim que se faz os grandes artistas. Sem limites para a sua criação. O poeta Fernando Pessoa diz em um dos seus versos que o poeta é um fingidor. Sendo ou não, a criação é de tamanha beleza que eu só tenho a fazer, contemplá-la! Parabéns!

    ResponderExcluir
  2. Se uma mulher já é divino, imagine duas! Poema forte. Sincero. Gostei.

    ResponderExcluir
  3. Senhora poetisa, com todo meu respeito: UAU!!!
    Bela escolha na imagem, uma tela maravilhosa de Courbert! Confirmo: seu gosto é refinado e a poetisa é surpreendente! UAU! Que poema!

    ResponderExcluir

Seu comentário é muito importante para mim! Obrigada por comentar!