quinta-feira, 27 de novembro de 2014

sábado, 11 de outubro de 2014

Los Ángeles de Charly - Otra noche sin ti





Amo demais esta canção! Romântica, linda e dolorida... para aqueles que tem um amor distante!



Belíssimas imagens!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

POEMA No 224 - DOLCE PASSIONE





Dolce passione di avere tra le mie braccia abbracciando questo mi enloquece che il vostro corpo desidera e mi fa vibrare come lupo pazzo a voler sempre di più ... di più... dolce lupo insaziabile ... dolce passione ... esasperante! Passione... per te!

Autoria: Lavínia Andrill
Vídeo: You Tube

domingo, 31 de agosto de 2014

POEMA No 223 - TEMPO EFÊMERO...




Ah, tempo efêmero
Que me roubou as horas...
Os dias...
Os anos...
Quisera
Vencer-te
E tomar-te
O que de mim levastes...
E, nem que fosse por um dia,
Poder fazer tudo aquilo que não ousei...
Por que não tinha a sabedoria
Que só me deste,
Roubando
Os meus dias!



Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet

sábado, 31 de maio de 2014

POEMA No 222 - TANGO!!!

Receba-me em teu regaço
Prepare teus fortes braços
Ouça, já toca a melodia!
Gardel nos chama, em euforia!
Enlaça-me, toma-me junto ao peito...
Conduza-me do teu jeito!
Sinta o arfar deste coração apaixonado
Desliza tua mão por entre meus cabelos
E arrepia-me a nuca...
A melodia nos chama. Enfeitiça-nos...
Leve-me por todo o salão
A rodopiar louca (tesão!)!
Não desgrudes de mim...
Beija-me a boca, enfim... libertino!
Faz-se menino e caia
No meu regaço
Não saia do meu compasso
O tango é o nosso hino,
Doce menino!
Mas, antes
Conduza-me...
O tango esquenta nosso sangue
E nos faz amantes!
O elixir:
O tango! O tango! O tango!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet

Maksim Mrvica - Tango in Ebony





Você, de alguém enamorado (a), diga-me: esta canção e esta dança, não te leva ao paraíso? Tente ouvi-la enquanto estiver amando... Absolutamente, AFRODISÍACA!!!!

sábado, 19 de abril de 2014

POEMA Nº 221 - PAIXÃO PROFANA, IMARCESCÍVEL PAIXÃO

Quem há de apagar-me a ânsia insana
Deste fogo profano
A queimar-me as entranhas?
De gris vestiram-se os meus albores
E tudo se fez breu. Em mim.
Em mim, o sol adormeceu!
Ah, este amor incasto, improvável e vasto
De infinitas ânsias e tormentosas águas
Que não deságuam nem aliviam, os desejos!
Louco amor imarcescível
A tocar orquestras no silêncio profundo
Desta minha dor infinita, insana.
Profana.
Explode em cada veia e aflora pelos poros
Escorre-me dos olhos, me insaniza os sentidos!
Paixão torturante que me rouba a calma e corrompe-me a razão
Impossível calá-la no peito desfeito em solidão!
Quem há de apagar-me a ânsia insana desta paixão profana
A queimar-me as entranhas?



Autora: LavíniaAndrill
TELA: Liu Youanshow

POEMA Nº 220 - MISTÉRIOS DA NOITE...

Não há como desvendar
 mistérios que a noite esconde
Em suas negrescas entranhas...
Nem o andarilho, da lua fria, enamorado
Nem os pássaros noturnos
Nem os decaídos anjos notívagos,
Nem as sedutoras damas solitárias da incerta noite, 
Nem os incorrigíveis ébrios
Nem mesmo as inquietas estrelas
Penetram nos segredos da magistral noite.
Eu, aprendiz de poeta,
Tornei-me ébria a casar-me com a noite
Fúlgida, noiva incerta e fria!
Tornei-me pássaro noturno
E cantei-lhe doces melodias
Catei estrelas e réstias de lua
Para encantar a amante noite crua,
Dormi em seu regaço
E em seu remanso busquei albores
Mas a noite de horas imensas,
Infiel, arisca, fugidia,
Pariu-me das suas entranhas
De negrume e mistérios...
Abandonou-me
No colo do dia!





POEMA Nº 219 - NOITE SEM ALMA... NOITE FRIA.


Um vento trêmulo e frio acaricia
o denso manto da noite
expondo-me a seus mistérios e seus temores.
O brotar do verbo das entranhas
estranhas da noite em agonia
estremece a terra úmida e fria
desta noite sem alma
incalma e nua.
Um manso grito, um triste lamento,
deflora os lábios do pensamento
e vence a inércia lingual
e explode em grunhidos
violando os ouvidos do silêncio noturno
e se perde no breu da noite inerte e fria.
 O verbo estremece,
a carne esvaece!
É o lamento da minha alma insana
na solidão em que se mergulhou, em
letárgica agonia!
Sinto na carne trêmula e faminta
o chamado do pecado...
Noite sem alma... noite fria.
O pecado me chama.
Noite sem alma... noite fria.
Alma vazia!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet

POEMA Nº 218 - SOMBRA NEBULOSA, A TUA IMAGEM. EM MIM.

Tanto
Acalanto
Tua imagem em meu peito
Que o pranto,
Desfeito
Em saudade imensa,
Não mais brota na correnteza dos olhos meus (nos teus)
Secos de mar, secos de rio,
Como terra esturricada de um sertão
Por Deus abandonado.
Tua imagem, miragem,
A confundir-se em mim, de mim,
Nevoa-se.
Dia
             Por
                         Dia
 Esta tua imagem distante...
Apaga-se...
                                     Em mim...
Oh! Tão distante, tomou-se em brumas
Levadas pelo gélido vento
Como sombra nebulosa.
Em mim...
De mim...
- O tempo passa, amor -
O tempo tem fome (e a tudo come).
Sombra nebulosa
Tua imagem
Miragem...
Meus olhos secos não mais avistam.
Tua imagem...
Miragem...
Miragem.


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet

CANÇÃO Nº 087 - BLUES DA PIEDADE



Blues da Piedade
(Cazuza e Frejat)
Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Dê-lhes grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que estão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade...

POEMA Nº 217 - PÁSSAROS CEGOS

Sim, poeta Lorca! Somos qual pássaro cego
Pelo breu da noite licorosa
Que nos escorrega olhos a dentro.
No ventre da noite agonizam sonhos e gorjeios
Dos pássaros feridos sem amanhãs.
Sou um pássaro caído do ninho derrubado...
Senhor Deus dos desesperados
Não chegam a Vós os lamentos
Deste pássaro cego, de asas quebradas?
É um brotar de desesperanças
Arrancando a ínfima lucidez
Canto banto e tímido.
Geme o mundo, ardem as quimeras,
Choram os filhos de Gaia
Salvação, não há. Nem fim, esta tormenta.
Apenas flores despetaladas
No colo do mundo.
Pisadas.
Pássaros cegos, pássaros mudos...
Já não mais gorjeiam.
Apenas voam
Sem destinos
Sem manhãs.
Vida breu!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet

segunda-feira, 10 de março de 2014

POEMA No 216 - EU, SÍSIFO, E A NOSSA PEDRA.

Amanheci assim
Com esta dor atávica
A apertar-me o peito
Tal mão tosca e inclemente
Tentando de todo o jeito
Arrancar-me o coração.
Esta tristeza imensa
Esta dor sem lenitivo
Não há remédio que vença
Pois é uma dor profunda
Que surge lá no fundo
Desta minha alma sem esperança.
Sou Sísifo. A pedra me cansa!





Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet

POEMA No 215 - O TEMPO É UM CÁRCERE. EXISTE?

Pressagas horas, tempo de olvido
Jogo de espelhos, efêmero Tempo
(Onde não me vejo)
Livre e solto Tempo
Fortuito passatempo
Fugaz, fugidio
Indomável
Antropofágico Tempo
Comensal dos meus dias
E da minha adâmica matéria.
Água tirânica a escorrer-me
Por entre os impassíveis e lassos dedos.
Um deus todo poderoso, sois vós,
Tempo onipresente, onipotente, premente
Inconsútil Tempo, inclemente.
Prisioneira sou
Em teu cárcere de eras e horas
Onde a eternidade nada mais é
que um minuto afora.
Onde eu me perco
Debalde, longa espera,
de por fim, vencer-te.
Tempo. Existes?
Quimera!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet

sexta-feira, 7 de março de 2014

CANÇÃO Nº 86 - IO CHE NON VIVO SENZA TE

POEMA No. 214 - AUSÊNCIAS

Eu deixarei que morra em mim
O desejo de amar os teus olhos
Que são doces
Porque nada te poderei dar
Senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença
É qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto
Existe o teu gesto
E em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser
Tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim
Como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho
Nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne
Como uma nódoa do passado.
Eu deixarei… tu irás
E encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos
E tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
Porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite
E ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos
Da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim
A misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém
Porque poderei partir
E todas as lamentações
Do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente,
A tua voz ausente,
A tua voz serenizada.



Autoria: Vinícius de Moraes
Imagem: Internet

terça-feira, 4 de março de 2014

POEMA No. 213 - A LÍNGUA DA NOITE...

Não! Eu hoje não acenderei as luzes de minha casa. E pedirei aos meus concidadãos que façam o mesmo! Nenhum lustre, nenhuma lâmpada, nenhum abajur, nenhum farol. Nem mesmo um candeeiro! Um “fifó” sequer hoje. Mandarei um ofício aos homens da administração municipal para que determinem não ser aceso nenhum poste. Não! Deixem vir a noite! Deixem que eu escute a voz de sua escuridão! Farei um silêncio de luzes para que sobre nós o mais completo negrume se pronuncie em sua língua de abismos insondáveis. Para que eu ouça sua fala entrecortada por brilhos de estrelas mortas. E para que entre uma frase e outra surja suspenso o luar como um pensamento que se tem antes de dizer algo... É preciso aprender a falar a língua da noite para dialogar com as nossas sombras!


Autoria : Jarbas Bittencourt
Imagem: Internet

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

POEMA No 212 - O AMOR É SENTIMENTO ABUSADO...

Amor é sentimento abusado. Arruaceiro. Instigante. Amor é emoção de olhos cravejados dos olhos do outro. E nem precisa ser olhos abertos, que fechados o sonho inventado, ganha outro gosto da boca e dos pés. Em qualquer terreno, se for de terra pura, se for de águas profundas, se for de nuvens pesadas de arrependimento, se for de folhagens trêmulas de ingratidão, o amor sobrevive. Se alguém quiser correr do amor, não vai adiantar. O amor não corre. Irônico, parado, acompanha qualquer fuga dele. E quem não morre de amor é quem nunca teve o peito invadido, em declive de viés, por esta enlouquecida emoção enxuta de santidade.


Autoria: Fernando Coelho
Imagem: Domínio da moda Blog

CANÇÃO No. 85 - AMMORE ANNASCUNNUTO - Celine Dion





SIMPLESMENTE, FANTÁSTICO!!!!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

CANÇÃO No 84 - WOMAN IN LOVE (Mulher Apaixonada) BARBRA STREISAND

POEMA No. 211 - A VIDA QUE SE VÊ DE DENTRO

Sabedoria é
Aprender a espiar a vida pelo lado de dentro
Nos meandros do coração
A vida lá fora é mera ilusão
A vida que é vida está
Lá bem por detrás dos olhos.
E também dos miolos.
Cá fora, ardem quimeras e canto de sereias;
Castelos de cartas soltos na areia
Movediça.
Detrás dos olhos, vão-se os abrolhos;
A vida viça!
Como poetiza o poeta Barros (sempre Manoel)
O papel dos olhos é sentir a vida
“Beleza e glória das coisas o olho é que põe;
é pelo olho que o homem floresce”.
A vida está por detrás dos olhos
Esta, até cego vê.
A vida é uma prece!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

POEMA No. 210 - UNS POETAS, UMAS PEDRAS, UNS PASSARINHOS E A POESIA!

Poesia é coisa de palavras doidivanas e de poetas abestados com os rosicleres e determinadas pedras - que lhes aparecem no caminho - Uma pedra pode ser cria de um poeta se ele cismar com ela... E ela com ele (se cismarem vira um caso). Vira poesia. E das boas, saída das pontinhas dos dedinhos do Carlinhos, minerin danadim de bão. Pedras, paus e cios... Roseirais em luarais, magnólias nos quintais... Tudo vira poesia, até coisas triviais, pois versejar nunca é demais! “Tudo aquilo que a nossa civilização rejeita, pisa e mija em cima, serve para poesia” versejou o outro que era Barros e também era Manoel e que era poesia em forma de poeta. Poesia reverdecida em musgos, e borboletas, e bichinhos com rabos de estrelas piscantes nos olhos dos meninos encantadores de passarinhos e de pedras; encantador de palavras que cismou em se encantar de poeta e virou poesia! Os dois, e mais um montão espalhados por este mundo de pedras e passarinhos e palavras. Tudo, encantamento. E só! Como sempre diz um outro, que também é poeta. E dos bons!E carrega em sua cartola, poesias e Coelho e conversa com pintassilgos. Coisas de poeta.





Autoria: Lavínia Andrill
Imagens: Internet

POEMA 209 - O BARRO AO BARRO RETORNA...

No final de toda perambulagem somos
Raízes. Germinações na carne (e da carne).
Somos pastos. Água, terra e líquens.
- o barro retorna ao barro –
Detritos pútridos, brotamos flores,
Frutos, seivas, raízes.
Alimentos para bichos somos...
Doamo-nos (involuntariamente)
A mãe-natureza.
Repositórios de destroços sucumbidos
Aos pés do Senhor Cronos
Ente implacável e tirano
Dono de todas as portas e de todas as janelas...
(e das suas fechaduras, chaves, trancas e tramelas).
Somos o que fomos nas linhas da vida
(As vezes, soberbos. Outras, tolos).
E terminamos sementes e flores e frutos e caules e raízes,
Pasto farto ao banquete lauto
Dos execráveis comensais
Que tanto nos adoram!
- ao final, o barro sempre viceja no barro –
Inexoravelmente,
Somos barro!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet

CANÇÃO No. 82 - POEMA - NEY MATOGROSSO

sábado, 8 de fevereiro de 2014

POEMA No. 208 - FECUNDANCA

E aos meus ouvidos um pipiricar de passarinhos
Borboletas multicores bailam em meus olhos
Um rio de aguas serenas e diáfanas, os teus.
Enquanto você brinca com minhas borboletas
E ouve os meus rouxinóis
Faço-me sol para você. Tu
Germinas em mim
Em flor e fruto.
Rouxinóis, borboletas,
Amalgamamos o amor em nos dois...
Êxtase de uma entrega esperada, desejada.
Fecundanca.
Êxtase.
Paixão.
Amor.
Em nos, imenso assim.



Autoria - Lavinia Andrill
Imagem - Internet

POEMA No. 207 - ENTRADA

Distancias somavam a gente para menos. Nossa morada estava tão perto do abandono que dava até para a gente pegar nele. Eu conversava bobagens profundas com os sapos, com as águas e com as árvores. Meu avô abastecia a solidão. A natureza avançava nas minhas palavras tipo assim: o dia está frondoso em borboletas. No amanhecer o sol põe glórias no meu olho. O cinzento da tarde m empobrece. E o rio encosta as margens na minha voz. Essa fusão com a natureza tirava de mim a liberdade de pensar. Eu queria que as garças me sonhassem. Eu queria que as palavras me gorjeassem. Então comecei a fazer desenhos verbais de imagens. Me dei bem. Perdoem-me os leitores desta entrada mas vou copiar de mim mesmo alguns desenhos verbais que fiz para este livro. Acho-os como os impossíveis verossímeis de nosso mestre Aristóteles. Dou quatro exemplos: 1) É nos loucos que grassam luarais; 2) Eu queria crescer passarinho; 3) Sapo é um pedaço de chão que pula; 4) Poesia é a infância da língua. Sei que os meus desenhos verbais nada significam. Nada. Mas se o nada desaparecer a poesia acaba. Eu sei. Sobre o nada eu tenho profundidades.



AUTORIA - MANOEL DE BARROS
POESIA COMPLETA
IMAGEM - MUNDO DE GAIA


POEMA No. 206 - AGUAS REVOLTAS QUE ESCONDEM MISTERIOS. NA ALMA.

Ainda trago em mim, 
Muito bem guardados de mim mesma,
Alguns mistérios...
(Meus... tão e só!)
Temo tanto em desvendá-los!
Mistérios de muitas vidas
Outrora vidas.
Relembranças sutis que ditam o meu destino.
Esse inconsútil jogo de cartas (des)marcadas.
Abismos que os meus alados pés
Não conseguem transpor.
São meus estes abismos
Desalentos da minha alma!
Vales obscuros fantasmagóricos
Escuto bem dentro do peito
O rio dos meus mistérios
E suas aguas revoltas
E represadas
Gritarem em mim
Prisioneira das minhas tantas vidas.
Mistérios.
Que eu não quero desvendar.



AUTORIA: Lavinia Andrill
Imagem: Internet (Sub)


CANÇÃO No. 81 - VINCENT (Starry Starry Night) - JOSH GROBAN

POEMA Nº 205 - TEIMOSIA DESTES MEUS OLHOS DE RIO SECO

Meus olhos de rio seco 
A debulhar lamentos de peixes ressecos
No seu leito esturricado
Sem crepúsculos, sem auroras
Folhas murchas, flor sem viço
Passarinho perdeu canto e já não voa
Ocasos de uma vida seca - vida morta -
Sem perguntas, sem respostas
Chuva que teima em não mostrar
a cara de pingos molhados indecisos,
Teimosos.
Naco de esperança ainda dança num jeito
Teimosia de viver
Relembranças de um peito
Teimoso que não se entrega
Luta insana. Não desistir é  o mantra.
Andanças, resisto. Meus olhos,
Rio seco já não choram. Apenas espreitam. 
Espreitam e aguardam. 
Espreitam.
Aguardam.
E não cansam...
Numa aguardança sem fim.
Meus olhos, meninos, teimosos
meninos, faróis de mim.


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Blog da Elaine Cristina





POEMA Nº 204 - POEMETO PARA UM MENINO ZEUS

Teus olhos de crepúsculos cinzentos
De poeiras e estrelas
Rio de águas serenas
Onde banham pássaros azuis
Onde cantam cotovias
Sobre o negrume dos meus
Diziam-me tudo
O que meus ouvidos ardentemente sonhavam
Em ouvir. Dos teus
lábios lindos beijos e sorrisos
A derramarem poesias, promessas e devaneios
Sobre os meus sentidos
Anelados, embevecidos, dos teus.
Talismã! Das noites de breu
Minha bússola, meu norte.
Teus olhos cantam melodias
Aos meus
Meu querubim, meu menino zeus!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem Internet




domingo, 2 de fevereiro de 2014

POEMA Nº 203 - ENCANTAMENTO DO DESEJO

 (METAPLÁGIO AO POETA SEBASTIÃO GARCIA)

Desejos
São lampejos
De êxtases
Em mutação.
Devaneios do coração
Sonhos e ilusão
Segredos e sortilégios
Bruxedos e magia
Fogo-fátuo que inflama
Folguedos na imaginação.
Arcanos de alquimia.
Poderoso opiáceo.
Indizível alegria!
Estro desvairado (cio)!
Anjo e demônio!
Desejos, as vezes, são proibidos
E aí, viram prisão.
O que é esta prisão
A que o desejo nos condena
Senão querer fazer
O que o coração manda
A alma almeja
Mas a razão não deixa!
(Como machucam estas algemas
de águas represadas!).
Desejos não satisfeitos é prisão!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Bocas e Beijos

CANÇÃO Nº 80 - DIVANO

POEMA Nº 202 - NOITE, MÃE DE TODOS OS SILÊNCIOS E TODAS AS SOLIDÕES

Oh, noite, mãe de todas as solidões
E de todos os silêncios
Irmã das sombras
Filha do medo, vem, inclemente,
Cubra-me com seu vasto manto
De lua, estrelas e sonhos
(tenho medo da escuridão!).
Oh, vinde a mim, noite implacável, mas,
Não trazes em teu ventre de mãe das trevas
Nefastos presságios, nem a cruel solitude
Que tanto enegrecem a álgida madrugada
E tanto inquieta a mente dos insones!
Sou teu anjo notívago de asas quebradas
Do teu céu , decaído, pássaro noturno.
Vivo de andar pelas tuas calçadas desnudas
Cortantes, silentes de vida,
Inundadas de abandono
De desilusões, desamores e anjos soturnos.
Oh, noite, útero dos amantes lascivos,
 Para a minha glória e eterno êxtase,
Vivo em ti e para ti,
Mãe de todos os vícios!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Anjo