segunda-feira, 2 de setembro de 2013

POEMA Nº 082 - NO SILÊNCIO COM MIL VOZES

Nada tenho a dizer, porquanto,
nestes momentos
em que a insegurança me invade...
É melhor aquietar-me,
recolher os pensamentos desconexos
e me esconder em algum lugar
deste labirinto que é a minha mente.
Melhor é entregar-me ao silêncio exterior
já que no íntimo gritam
mil vozes que me atordoam,
me amordaçam
e sodomizam meus frágeis sentidos
infernizando minha pobre alma!
Tenho medo! Muito medo!
Só não sei do quê!
Sinto-me impotente, imobilizada,
sem defesas, caída,
perante o monstro de mil tentáculos
que aprisionou a minha lucidez
e a tomou para si,
deixando-me a vagar por vales sombrios...
O medo aperta-me o peito e a dor é grande!
Em que abismo eu caí?
Em que becos me perdi?
Onde estou, se nada vejo,
Se os meus olhos emétropes
se perderam na escuridão da fria noite
em que mergulhou a minh’alma?
Quem me usurpou os sonhos?
Por quê?



Autoria: Lavínia Andrill


Um comentário:

  1. Enigmático... o que fazer diante dos abismos que a vida nos apresenta? Transpô-los ou aquietar-nos? Difícil decisão. Ou não!

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