sábado, 21 de setembro de 2013

POEMA Nº 113 - POR QUE TANTO TE DEMORAS?

Consome-me em fráguas, a razão.
Fantasias em profusão, labaredas...
Quero, não devo... você em minhas veredas.
Em vão, tanto anelo! Apelo,
Desatinado coração! Paixão que entorpece
Meus sentidos, me enlouquece,
Paixão! Tanta, que me imaniza! Escraviza
Em um querer insano (inculpe), incontido...
Loucura!
Obscenos desejos inconfessos, escondidos...
Ter você, não tê-lo,
Paradoxo que arde as entranhas
Tão carentes de ti, em mim.
Quero-o em meu corpo,
Toma-me sem demoras,
Pois urde em mim esta paixão
Desmedida e faminta!
Não vês como te implora?
Não minta! Não vens...
Em ti o fogo não arde em intensidade?
Não consome o teu
Sexo a desejar o meu?
Maldade...
Inverneceu em mim alma breu...
Por que não vens? Quebra
As barreiras, vença as horas,
Mande embora
A maldita distância...
Por que tanto te demoras,
Se te imploro que venhas
Em qualquer circunstância?   

     
Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Mulher 124

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