quinta-feira, 19 de setembro de 2013

POEMA Nº 110 - INSANA NEFELIBATA

Se o meu amor por ti
Não é uma constante festa em tua vida,
É porque há frios desertos e longos hiatos na minha!
Os descaminhos me desnorteiam
E a vacuidade desmedida dos meus dias
Aborta os meus ambíguos quereres
Para num instante depois,
Recriá-los, amamentá-los, acalentá-los,
E devolvê-los à vida.
Hipertímicos quereres, sôfregas emoções,
Escalam montanhas e rolam por vales
Numa frenética e louca  ciranda,
Em busca de ti!
Vão e vem, ensandecidos, desgovernados.
Entregam-se, negam-se, resistem, desistem,
Insistem, retornam a ti!
Que fazer se meus loucos quereres,
Mergulham na ilinearidade dos meus sentimentos?
Que fazer, se este amor,
Transformou-me em uma insana nefelibata,
Que se entrega e se arrebata
A sonhos etéreos e desejos profanos, e se perde
Sem salvação, e se acha
Na doçura deste querer
Que enfeitiça e seduz!
Que fazer se este insensato querer,
Me faz amante
De mim...
Num amor solitário...
Que me doma os sentidos,
Abstrai-me a razão,
E me extasia num prazer
De ter você em mim
Na imaginação
A qual me entrego
Com sofreguidão!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Fantasia 102

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