sexta-feira, 17 de julho de 2015

POEMA 238 - VÍCIOS E TARAS

Um ser egoísta sob os lençóis...
Assim eu sou!
Perdida em vícios e taras e fluídos e salivas
amargas e mel.
De pernas e mãos e braços e bocas e línguas e dentes.
Sou toda eu,
Universo de mim mesma
Plenitude... regalos!
O mundo me pertence quando estou em teu corpo
Feito nau em arrebentação.
Louca desvairada
percorro teus portos
e sugo de ti toda a seiva
que me ofertas sem pudores.
Não há limites, nem regras, nem leis, nem religião
nem deuses, nem demônios
quando percorro os teus caminhos
de pura perdição.
Ensandecida, busco em ti
o sentido da vida
na ponta da minha língua,
em cada poro teu.
Em teu corpo, o meu potentado
de unhas e dentes
e tatuagens.
Frêmitos de fomes sem descansos.
Insaciável desejo que não se arrefece
Apenas se esquece em um átimo...
E retoma... incontinente!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet

segunda-feira, 13 de julho de 2015

237 - COMPLEXIDADES

Pego-me assim
em cumplicidade comigo mesma
Parindo metáforas 
verbos, predicados e versos
as vezes complexos
as vezes sem nexo
devorando nuvens
e abortando sóis...
Das entranhas prenhas (o mundo),
universos e oceanos. Reminiscências...
Insana, devoro-me - posto que,
 indecifrável sou!
Confluência de astros e terra.
Em mim, todas as complexidades...
Devoro-me!
Regurgito-me... tão sólita! Dual.
Idas e vindas, nem começos, nem fins.
Recomeços...
E o ciclo continua
na remissividade
do que fui . E sou!


Autoria: LavíniaAndrill
Imagem: Internet