segunda-feira, 22 de julho de 2013

POEMA Nº 020 - ODE AO NADA DE MIM MESMA


No incidente de vértices quase perfeitos
Cravei a aresta do nosso destino.
O nada de nós dois comeu o nosso tão pouco todo.
Difusa bissetriz unindo o nada ao nada...
Mas, há de tudo um pouco,
Neste meu universo louco
Difícil de entender
Num devir nietzschiano
(tornar-me o que sou???)...
Mente insana vive de comer estrelas
E vomitar solidões
Em tempo de pretéritos mais que imperfeitos.
Morreram os girassóis
Sem deixar sementes...
E foram tantos os nadas,
Que o todo morreu,
Na confluência dos descaminhos
Apontando o nada de nós dois.
Meu favo secou o mel
Que não foi solvido.
Neste precipício de loucas palavras perdidas
No nada.
Inelutável!




AUTORIA:Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Mulher 44

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