sábado, 14 de setembro de 2013

POEMA Nº 092 - TUDO EM MIM LEMBRA VOCÊ...

Saudade que sufoca e me faz ir
para além das montanhas...
Saudade que me faz pensar em ti,
mesmo quando pensas que não.
Quando sinto saudade
é por ti que choram os meus pensamentos.
Povoa-os quase que por inteiro.
Tudo em mim lembra você.
É como se tivéssemos vivido uma vida inteira.
Tudo me traz você pra perto,
mesmo estando tão longe
 do meu corpo...
Quando estou cansada, é em você que penso.
Sinto as tuas mãos deslizando por minhas costas,
fazendo-me uma massagem relaxante e deliciosa...
Sinto teus dedos apertar-me os ombros,
ora mais forte, ora mais ameno,
causando-me arrepios de vontades intensas...
Quando doem os meus pés
andarilhos pelas estradas dos meus dias,
são as tuas mãos que eu sinto, acariciando-os,
deslizando os teus dedos por entre os meus
despertando-me sensações...
Quando, no banho, a água morna desliza por minha pele,
sinto como se fossem tuas carícias
a inundar-me de inconfessáveis desejos...
Quando deslizo meus dedos espalhando o sabonete
delicadamente por todo o meu corpo,
é em você que penso...
É por você que eu clamo e choro!
Quando lambuzo o meu corpo com óleo perfumado,
tornando macia a minha pele... macia, macia...
Penso em você desfrutando com intensidade desta maciez...
Quando escolho minha langerrie,
você está em meu pensamento,
aprovando-a com um sorriso malicioso,
achando-me sensualmente linda... Linda!
Fazendo-me sentir a mais bela e desejada das mulheres!
E se deliciando apenas com este teu olhar
de cobiças e promessas...
Deliciosas!
Quando, no final da noite, recolho-me a minha cama,
e acaricio meu corpo carente do teu,
é a ti que reclamo, é a ti que imploro,
é por ti que me entrego a delírios e delícias
solitárias...
Então, ainda duvidas do que sinto por ti?
Nada mudou...
Às vezes sou tomada de uma impaciência
e a desesperança vem bater forte,
pois a distância machuca
e a tua ausência me desespera...
Tenho medo de estar vivendo uma quimera...
De estar alimentando um sentimento errado
e tenho raiva de você!
As circunstâncias me levam a pensar assim e, 
Pobre de mim...
Tenho medo de estar certa,
por fim!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Mulher 140

CANÇÃO Nº 058 - I CAN WAIT FOREVER



Intérprete: AIR SUPPLY

POEMA Nº 091 - UM AMOR QUE NÃO SE ESQUECE. JAMAIS!

Um amor destes não se esquece
Amor maior que tudo
que aquece a alma
do seu inverno mais profundo
e traz a paz necessária
e descarrega em meu corpo
toda a fúria do amar
e de tanto, fosse pouco,
onde o muito se desfaz
por que o Universo é nada
para um amor que não se esquece.
Jamais!



Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo:Casal 116

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

POEMA Nº 090 - MIOSÓTIS

Em meu teclado há um miosótis.
Mágico!
Quando acionado, 
Abre-me portais...
Minha alma acarinhada, lúbrica
Transpõe cada portal
Languidamente!
Brinca de ciranda com as estrelas
Tecendo colares de risos e ventos.
Flanando, em frêmitos,
Entre nuvens de lençóis e suspiros...
Em êxtase, eleva-se aos céus
Em pura elegia
Derramando-se em acalantos
Na mais absoluta epifania!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem:Internet
Arquivo: Mulher 147

terça-feira, 10 de setembro de 2013

POEMA Nº 089 - SOU O TEU INUSITADO

Por ti,
vivo calando gritos na garganta da noite
prenha de desejos profanos
Sou o animal que te espreita
nas florestas do norte
para deleite da minha carne
e se esconde nas sombras
do teu pensamento
Sou teu desejo mais obsceno e sagrado
Sou o teu orgulho diluído
 no universo do teu nada.
Sou teu instinto mais primitivo
Sou tuas taras
Que quedam adormecidas
no mais íntimo do teu âmago.
Sou teu sangue em febre,
Tua pele suada,
Teus dias,
Tuas madrugadas...
Sou tuas conspirações
inconfessáveis e vis.
Teus pecados,
Teus instintos,
Tuas fomes,
Tua sede
Teu hoje, teu amanhã,
Teus horizontes sombris...
Teu desespero,
Tua esperança,
Tua criança
Sou teus enigmas mais abstratos
Tuas sensações desmesuradas
Sou teu tudo. Sou teu nada!
Em tua vida,
O inusitado, eu sou!
Sou tudo em ti. 
Sou tua.
 Amante!
Mas não vens...


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem:Internet
Arquivo: Casal 130

POEMA Nº 088 - SECURA NA ALMA

Grito
solto sem esforço na garganta
seca de vida.
Lágrima
violando olhos baços.
Laços de dor na incerteza do amanhã
num hoje que nem se foi
e ainda briga
 e sufoca
e adormece
o suspiro no peito cru.
De medos.
De mim mesma perdeu-se o encanto
em quebrantos de noites gris.
Insones.
Perdidas em "mea culpa"
de uma alma
que não se resolve,
não encontra a si mesma.
Mar em tormentas
Na secura d’alma absorta no pó da estrada
cabeça tonta não pensa.
 Nem sonha.
 Apenas segue.
 Assim.
Zumbi.
Canta pra eu dormir?


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Fantasia 79

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

POEMA Nº 087 - SUBMISSÃO

Gosto,
quando de mansinho me chegas,
olhar devassando o meu todo
espreitando-me...
Gosto
quando vens
e me tomas docemente
e me provocas com este teu olhar de lança
e me domas...
E me puxas os cabelos
e me dobras os joelhos
e me fazes beijar os teus pés!
Sou tão tua...
Gosto
de sentir tuas mãos firmes...
 as vezes rudes... as vezes dóceis
em carícias tirânicas e açoites tão doces...
Gosto
de sentir o teu gosto
de sal, acre e mel...
O gosto da tua vitória
sobre minha rendição.
Sou tão tua...
Gosto
quando me vendas, me atas, me algemas
e me joga no leito
e de todo o teu jeito,
usufruis do que é teu...
Por direito!
Sou tão tua...
Gosto!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: SUB 25

POEMA Nº 086 - ABRASA-ME!


Não venham apagar o fogo
Que em mim crepita
e arde minha'alma!
Venha me abrasar,
inda mais.
Sou dama mundana
Deusa carnal
Senhora do ludo
Posto que, no enigma da carne,
Só em combustão
É que me salvo!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: CASAL 94


POEMA Nº 085 - PAIXÃO, FRÁGUAS NO CORPO

Paixão é puro tesão
É frágua que nasce na nuca
E desce pelos flancos
E explode em chamas nas entranhas...
Consumindo tudo!
É fogo que arde, mas não queima
mata fomes e sedes
explodindo universos em êxtases
levando-nos a loucura!
Nitroglicerina detonando frêmitos desejos
Lúbricos
Dúbios
Inconfessos...
Tão meus!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Casal 53



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

POEMA DE ARI COELHO - SADO

Quero encontrar-te desprecavida
 E sobre o teu corpo lançar-me faminto
 Quero romper-te as entranhas
 E ver-te urrar de prazer
 Quero morder-te, sugar-te
 Degustar o teu acridoce sabor
 Ser teu algoz e escravo
 Em requintadas e suaves torturas
 E percorrer teus caminhos
 Atar-te, prender-te
 Perder-me em ti
 E, no aconchego do teu veludo/ventre
 Estocar-te doce e profundamente
 Sendo sobrepujado por obscenas carícias
 Quero sentir o teu poder de fêmea
 Morder teus seios
 Sangrar tua carne
 Suplantar-te, sublimar-te em gozos
 E, no teu corpo arfante gotejar meu suor
 Quero-te nos meus braços no depois
 E depois afagar-te os cabelos
 Lamber-te o pescoço
 E nos calafrios que te percorrem o corpo
 Sentir que novamente me anseias
 E dizer-te que sim...
 Que sempre...
 E muito...
 E mais!!!


Autoria: ARI COELHO
Imagem: Internet
Arquivo: SUB 3

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

CANÇÃO Nº 056 - DORMIR CONTIGO!



LUÍS MIGUEL EM UMA BELÍSSIMA CANÇÃO!


POEMA Nº 084 - SEXO

Sexo é muito mais
que penetração e orgasmos
Transcende os prazeres da carne
e as expectativas da psique
Começa num brotar de dois pensamentos
captados sincronisticamente,
numa simbiose perfeita
de pura cumplicidade
Encontro de olhares
em ritual de acasalamento
Pensamentos divagando
em terras de luxúrias
criando a sintonia gêmea de duas almas
em dois corpos ardentes,
que se misturam
- dois corpos ocupando um único espaço no tempo! -
Deuses em pura entrega
a um enlevo sublime!
A dança do coito desejado
desperta o animal
que espreita com deleite, a sua presa:
Caçador? Caça?
Ambos consomem-se
em ávidas sedes e fomes
misturando-se na inebriante dança
dos prazeres anelantes
e, em entregas,
transmudam-se em deuses...
Num axioma do orbe!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Casal 083

POEMA Nº 083 - GOTAS DE ESPERA


Por que aprendi
a dançar na chuva
de gotas de esperas
na curva torta
de um caminho sem fim
por onde se alongaram
os meus olhos baços e vazios
cansados de espreitar teu vulto
que se diluiu no horizonte de mim.


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Mulheres 120

terça-feira, 3 de setembro de 2013

POEMA Nº 082 - TEUS OLHOS MANSOS

Este nosso amor de incêndios e bonanças
feito água vazante de rio em enchente
tem jeito não, mi corazón...
Este teu jeito manso no olhar
derramando canduras em meu ser
tem gosto de pecado.
Mais mansos ainda,
teus lábios a sussurrar
aos meus ouvidos aquelas palavras
que bem sabes o quanto me apraz escutar...
Este teu manso olhar
derramando preces em súplicas
em meu corpo nu
à espera do teu
faz-me delirar.
Teus dedos tão sutis
traçam estradas em minha pele
espalhando versos e toques 
arrepiando-me os pelos e os seios...
Este teu manso olhar
desperta tormentas em minha alma
e candura em meu corpo
que se amolece, se abre e se oferece
e te recebe por inteiro. 
Em mim, estes teus olhos mansos...
levam-me a loucura!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Casal 080

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

CANÇÃO Nº 055 - " ONDE DEUS POSSA ME OUVIR "




GAL COSTA INTERPRETANDO VANDER LEE

POEMA Nº 081 - NO SILÊNCIO COM MIL VOZES

Nada tenho a dizer, porquanto,
nestes momentos
em que a insegurança me invade...
É melhor aquietar-me,
recolher os pensamentos desconexos
e me esconder em algum lugar
deste labirinto que é a minha mente.
Melhor é entregar-me ao silêncio exterior
já que no íntimo gritam
mil vozes que me atordoam,
me amordaçam
e sodomizam meus frágeis sentidos
infernizando minha pobre alma!
Tenho medo! Muito medo!
Só não sei do quê!
Sinto-me impotente, imobilizada,
sem defesas, caída,
perante o monstro de mil tentáculos
que aprisionou a minha lucidez
e a tomou para si,
deixando-me a vagar por vales sombrios...
O medo aperta-me o peito e a dor é grande!
Em que abismo eu caí?
Em que becos me perdi?
Onde estou, se nada vejo,
se os meus olhos emétropes
se perderam na trevosa noite fria 
em que mergulhou a minh’alma?
Quem me usurpou os sonhos?
Por quê?
Melancolia!




Autoria: Lavínia Andrill


POEMA Nº 080 - NO VAZIO DOS DIAS

Nas manhãs, quando acordo
o tempo parece não existir
As horas são insignificantes
e nada há a fazer
pois vivo a esperar
o acontecer!
As tardes que passo
no espaço vazio
com olhar absorto, perdido
em busca das respostas
que não querem chegar
O que posso fazer,
a não ser esperar
o acontecer!
As noites apenas prolongam
a angústia da espera
aumentando a tortura
do vazio em que estou...
Jogando meus sonhos por terra
esvaziando o meu sentido de viver!
E no vazio dos dias sigo
a espera do, enfim, acontecer!
Eu me recuso
MORRER!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem:Internet
Arquivo: Fantasia 27

domingo, 1 de setembro de 2013

VOCÊ







CANÇÃO Nº 053 - AQUELA ESTRELA



Musiquinha gostosa que eu adoro...


O vento sopra em meus ouvidos
uma indelével canção...
Abre-se o meu recôndito secreto
E um transbordar-se de emoções incontidas
Explode em meu peito...
Deixo-me levar por esta melodia
E trago você para dentro de mim...
E te escondo de tudo e de todos
Por que és só meu!



POEMA DE ASSIS FREITAS - POR QUE VOCÊ ESCREVE POESIAS?

(À guisa de um metaplágio de Orham Pamuk)

Porque eu cresci lendo poesias
Porque não consigo me relacionar com o mundo
De outra maneira
Porque acho encantador enfeitiçar palavras
Porque um dia me disseram que eu era poeta
Porque eu acredito que posso ser poeta
Porque meus amigos são poetas
Porque o  verso atiça a minha curiosidade
Porque a curiosidade me leva às palavras
Porque o mundo pode respirar melhor
Porque eu me imponho leituras
Porque eu me repito e a poesia aceita
Porque é uma forma de amar as pessoas
Porque é uma forma de eu atrair o amor
Porque há um vazio que não me cabe
Porque há uma ausência a se descortinar
Porque o silêncio soluça com o verbo
Porque o verbo é a minha carne que arde


Autoria: Assis Freitas
Imagem: Internet
Arquivo: Fantasias 31


POEMA DE MARCELO MORO - SONHO

Não sei, nunca vi teus passos
Não conheço seu balanço
O som do teu riso, mas é amplo
Não sei a textura do seu cabelo
O olhar escuro só pelo espelho
Mesmo sem respostas te caço

Acabo que me embaraço no teu silêncio
Mas insisto na harmonia dos teus traços
É um bem querer distante
Que brilha sempre antes
Que vênus na minha tarde perdida
É um exagero sempre na medida

Nunca doeu, antes se faz prazer
Nunca amanheceu comigo nas noites de insônia
Como uma das tantas sentinelas do meu sono
Mas soa uníssono como um assovio no ar
Deve ter asas ocultas de fogo
Não conheço seu cheiro, mas me faz sonhar

Ela é um tom de Fá maior as vezes sustenidos na minha sinfonia


Autoria: Marcelo Moro
Imagem: Internet
Arquivo: MULHER 155





sexta-feira, 30 de agosto de 2013