domingo, 2 de fevereiro de 2014

POEMA 192 - ENFEITIÇADA. POR TI!

Mais uma poesia
Querendo brotar do meu peito
Mais um poema
De um amor apaixonado
Para derramar em teus ouvidos
Este meu querer
Este querer por teus encantos
Enfeitiçado...
Doce enlevo de pura sedução
Mais uma vez a poesia
Se faz ciranda
Bailando nas dobras do meu coração
Tão apaixonado por ti anda
A suspirar de pura paixão!
Ausente do mundo
Eu me tornei
Minha vida por inteiro
Eu te dei
Em doce prisão
Eu me ofertei
E nas oferendas do amor
Em teu altar
Eu me entreguei.
Enfeitiçada!
Por ti!



Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Mulheres

POEMA Nº 191 - E, DE REPENTE, ASSIM, DESCOBRI QUE EU ESTAVA ME APAIXONANDO

E, de repente,
Eu desandei a escrever versos
A cantar a beleza que emana das palavras.
E, assim, tão de repente assim,
Pus-me sonhadora
a flutuar por espaços sem fim
A brincar com as palavras...
E, de repente, assim,
Me vi aprendiz de poeta!
Poesia! Poesia! Poesia!
Afrodisia! Epifania!
Na mais completa, teimosia!
E, bem assim, de repente,
Como numa ciranda,
Me vi a bailar,
Rodopiando...
Brincando com as estrelas!
E, tudo foi assim,
Ficando claro para mim
E, num sonhar sem fim,
Fui me encontrando nas canções
Que, sofregadamente, passei a ouvir
E nos poemas dos poetas enamorados!
E, de repente assim, percebi
Assim, de repente, assim!
Que eu estava me apaixonando...




Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Mulheres 53

POEMA Nº 190 - DOR NA CARNE, CATARSE DA ALMA

Debalde, a dor do corpo
É uma catarse da alma
Tão necessária quanto o ar
Pulmões a dentro!
O renovo de anelos adormecidos
Cuidadosamente guardados
Nas dobras de um destino
Que sempre se fez menino
No cofre-coração
(jamais esquecidos!)
Antigos madrigais
Tessitura de uma ópera inacabada
Onde inflama a flama
Que o corpo consome
(o que é do homem o bicho não come)
Para desaguar no âmago de uma paixão
Em pentagramas do divino
Feito um deus menino
Em doce devoção!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Blog Angel, um olhar feminino.
Arquivo: Mulheres

POEMA Nº 189 - O SER E O NADA

Quando o seu futuro você me deu de presente
Logo eu vi que eu não era tão inocente
Por que eu nasci só e só eu vou morrer!
Mas não custa sonhar não custa acreditar...
Eu vou fingir que aceito viver...
Mesmo com o olhar perdido, pedindo perdão,
Procurando seu sorriso, em vão...
A tua lembrança me traz esperança
E a minha força é o teu abraço
Que abraça o meu ser; assim eu vou vencer!
Quero seguir um caminho feliz
E a minha paz não vai se confundir
Com a tua Luz, com a tua paz!
Parece que eu preciso de alguém,
Parece que eu preciso gostar de alguém,
Parece que o mundo pertence a mim,
Parece que eu preciso viver...
Viver o quê, com quem e por quê?
- Não faz sentido ser!



Autoria: Ney Cid Seixas Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Mulheres

CANÇAO Nº 076 - DANSE MON ESMERALDA (CORCUNDA DE NOTRE-DAME)

POEMA 189 - CANÇÃO PARA UMA DOCE ESPERA (Vã?)

Esperar é doce,
Mas o desejo queima!
Em êxtases e encantamentos,
Amar-te-ei na véspera
Desta minha longa espera.
Amar-te-ei a cada hora
Que ainda me resta passar
Antes que os teus passos encontrem os meus
E meus olhos te possam alcançar
Nesta tua vinda, por demais de esperas!
Amar-te-ei sem demoras...
- Semtréguas/semfôlegos/semquimeras -
Antes que tudo em brisas se transforme
E de mim te vás embora!
Antes que chegue o rosicler da aurora
De uma manhã triste e fria
E deem-se adeus as horas!
Meu amor são tantas as esperas
Que de mim se fez escravo o olhar
Num caminho de poeira
De um horizonte de miragens
E tantas vãs esperas
E tantos gris presságios
E tantos sôfregos desejos
E tantas incontáveis quimeras!




Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Mulheres (um olhar feminino 4)

sábado, 1 de fevereiro de 2014

POEMA Nº 188 - A QUE NOS DESTINA EXISTIR?

Num mundo onde tudo
São andanças e extravios
Onde se perderam os passos
Que pensei serem meus? Vazios
Os dias. O tempo, uma quimera!
Ardem na fogueira dos dias,
Todos os meus desenganos...
Consomem-me os anelos. Quem dera
Fossem minhas todas as horas
Debalde, do tempo seria eu, Senhora.
Rainha de todos os mistérios
Do hoje, do amanhã, do outrora.
Pobre de mim,
Desejar-me soberana
Da vida e seus mistérios, do agora,
Num ansiar dramático e demiúrgico
De uma pobre alma atormentada
Que não sabe ao certo
O destino que a espera!
(Decerto, em desorbe se perdera!).



Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Fantasia 21

POEMA Nª 187 - ANGÚSTIA D’ALMA - UM TEOREMA INDECIFRÁVEL

Ânsias de infinito de um saber absurdo
Que já não cabem em mim
Dormitam em meu peito angústias
E um “não sei o quê”
Explodem pelos poros
Em devaneios d’alma.
Inquieta, insana,
O que queres alma insólita
Com quereres e fomes sem descansos?
Desertaram-se de mim a esperança e a calma
Espécies de quebrantos pensos no peito
Sufocam-me o fôlego, embaçam-me a alma
Numa soturnez dos sentidos.
Enigmas indecifráveis
Que tanto me sufocam.
E roubam-me a lucidez
Dos dias, das horas.
Trimurti, de que adianta buscá-los,
Se se deram as costas para mim?


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem:Internet
Arquivo: Fantasias

POEMA 186 - ABISMOS EM MINHA ALMA

Há um vazio  dentro de mim que só você
pode preencher Minha alma abriu-se em a
bismos   Que eu não consigo mais transpor
Preciso das tuas mãos - Estendendo pontes

       Salvai-me
                     Do precipício
                                       Que se abriu
                                                       A meus pés...

Andarilha de calçadas solitárias notívo
ga  peregrina em vigílias abstratas Qual
 alma  insólita, evolada, em  fráguas,  imo
lada!  Salvai-me  dos  quebrantos  e ais
 e prantos  que o vazio das  tuas  sempre
 alucinantes e vis ausências me condenou!



Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Fantasias (Mulheres que correm com lobos)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

POEMA Nº 185 - ACASALAMENTO

Amaram-se em urgências
Em um irrefreável aprazimento
(Mágico, aquele entardecer!)
De entregas e merecimentos.
Amaram-se sem escrúpulos
Sem pudores
Como lobos esfaimados
Arrebatados, em céu de albores
Desbravando mundos, enamorados.
Pálpebras cerradas a meio
Mostravam o adentro às delícias
Numa bem-aventurança de mútuas sevícias
Tal qual bacantes em lascivo devaneio
Volúpias derramadas
Embriaguez dos sentidos
Descontrolados.
Abstratos.
Rendidos.
Em volteios sensuais a fêmea abatida,
Entrega-se ao sacrifício:
Alma carnal...
Morre.
Ressuscita 
Para de novo morrer
Num instante fugaz...
Uma vez mais.
E outra.
E mais.
E mais. E mais. E mais...
Outra vez maissssssssssss...
Amaram-se em urgências
(como animais)!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Casal

domingo, 26 de janeiro de 2014

POEMA 184 - HÁ DE HAVER UMA MULHER!

Há de haver uma mulher
Que me abra as portas
Nas lúbricas horas
Em que me é insone
A álgida madrugada
E despertar-me auroras
Em meu corpo de vãs esperas
E sôfregas quimeras!
Há de haver uma mulher
Que se transmude em magias
E se vista em lirismos
Com sabores dionísicos
E me acolha em seu regaço
Na mais absorta elegia
Arrefecendo-me da lide, o cansaço
Das horas, da noite, do dia!
Há de haver uma mulher
Que me sirva de vinho e amores
Toques de clarins, dobres de sinos
Festejar-me sem fitas nem falsos pudores
A amar-me sem demoras, adentro madrugada
Que seja para mim os primeiros albores.
Há de haver uma mulher. Amada!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Mulheres 133

TEXTO 006 - TODA MULHER É DOIDA.

Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar o nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá prá ocupar uma vida, não é mesmo?
Mas além disso, temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar loura e cafetina, ou sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota.
Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora.
E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra.


Autoria: Marta Medeiros
Imagem: Internet
Arquivo: Mulheres 114







quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

POEMA Nº 183 - A ILUSÃO DO AMANHÃ DESENCANTA O HOJE

São-me poucas todas as horas
Nesta efêmera e desatinada viagem
Dias, anos, eras...
Ilusão de um eterno desígnio
- Destino - o que nos espera?
Um amanhã que nunca se alcança
Debalde, o hoje é a dança
Que Cronos nos impõe (e impera!).
O amanhã, eterna miragem,
A nos confundir
- passagem e paisagem -
ontem foi hoje!
Não existe a perfeição sonhada
Eternamente desejada, 
Para um amanhã.
(O amanhã não existe)
Debalde, o hoje,
É o que persiste!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Diversos K

domingo, 5 de janeiro de 2014

CANÇÃO Nº 079 - L'EXCESSIVE - Carla Bruni



Também sou assim: L'excessive!!!!

POEMA Nº 182 - QUEM ME QUISER...

Quem me quiser há de saber as conchas a cantigas dos búzios e do mar. Quem me quiser há de saber as ondas e a verde tentação de naufragar. Quem me quiser há de saber as fontes, a laranjeira em flor, a cor do feno, à saudade lilás que há nos poentes, o cheiro de maçãs que há no inverno. Quem me quiser há de saber a chuva que põe colares de pérolas nos ombros há de saber os beijos e as uvas há de saber as asas e os pombos. Quem me quiser há de saber os medos que passam nos abismos infinitos a nudez clamorosa dos meus dedos o salmo penitente dos meus gritos. Quem me quiser há de saber a espuma em que sou turbilhão, subitamente - Ou então não saber a coisa nenhuma e embalar-me ao peito, simplesmente.



AUTORIA: Hamilton Ramos Afonso 
Imagem: Internet
Arquivo: Fantasias/Fada

POEMA Nº 181 - CANÇÃO PARA A MINHA DOR


sábado, 4 de janeiro de 2014

POEMA Nº 180 - CARNALIDADE

O (im)pronunciável que ouço dos teus lábios
Aquece-me nesta fria madrugada.
A alvura neve brinca
Com o manto escuro da noite. Lá fora.
Aqui, aconchego e acalantos e desejos e encantos. Calor.
Sede e fome nos caminhos do teu corpo. Nu. Meu!
Preenchendo espaços
Fatigando cansaços
Em dança louca - você, em minha boca –
Um no outro. Em vórtices!
Lá fora, a neve.
Treme de frio, a noite.
Aqui, os cheiros.
Invadem pulmões.
Em nós, evanescências,
Fome e sede.
Saciamo-nos.
Deusificamo-nos.
Sublimes!
Sim!
Eu e tu, deuses!
Na mais pura carnalidade.


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Casal 33

POEMA Nº 179 - VAZIA DE PALAVRAS

Cá estou eu,
alucinada(mente).
a espera da palavra
- Que não brota -
Teimosia vernácula
de uma (des)inspiração
de(mente).
Carecem-me
o verbo e seus pretéritos.
Vazia
de substantivos e vozes
- Abstraíram-se -
em minha medíocre(mente).
Nada, além de um teimoso lapso,
Que o tempo me devolveu
Tomou-se em névoas
Embaçando o pensamento meu
E os vestígios das últimas palavras
que se desmilinguiram em nadas
oca(mente)
num surto sináptico
de uma borrasca glacial
que varreu a minha inútil(mente).


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Fantasia 101

POEMA Nº 178 - TARTAMUDA AMPULHETA (MILAGRE DA VIDA?)

O breve milagre da vida
(E a efemeridade do milagre!)
tremula na ampulheta
a que tudo engole...
Aflita!
(Inclemente!).
- Não há volta no tempo -
Não há.
Apenas as pedras permanecem
Ao longo dos (des)caminhos...
Absortas
(Temporariamente!).
A temporalidade absoluta,
Rainha de toda a vida
- inclusive do que não é.
Tartamuda
 (Indubitavelmente!).
E tudo se cala!
E tudo se transforma!
E tudo recomeça!
O ciclo da vida!
(Morte, existe?)
A vida é o que há!


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Diversos/Ampulheta 2


POEMA Nº 177 - SOLSTÍCIOS DE INVERNO (EM NÓS DOIS).

Um espalhar-se de silêncios
Em torno de nós dois
Sílices horas no lapso do tempo.
Absortos,
o espanto e a palavra natimorta,
Que não se mostra,
presa na garganta
(estremecida).
Tempos de carências,
e quietudes,
e solidões.
Solstícios de inverno
(na alma).
Solidão a dois...
(Doença do século?)
Que nos há de ser?
Silêncios...
Palavras natimortas...
Inverneceu em nós!



Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo:Fantasia 126

POEMA Nº 163 - TEUS PASSOS EM DESVARIOS... DOS MEUS,FUGIDIOS!

Teus passos perderam-se dos meus
(Eu, esperas. Sempre!)
Nos descaminhos dos teus
Desvarios.
Desvairados sonhos abstratos.
Teus passos
Distâncias percorridas fingidas.
(Tão fugidios!).
Sombras dispersas em névoas
de silêncios vazios
e tão fluidas promessas
que não pensavas cumprir.
(Jamais!)
Eu, a esperar-te, numa infindável e inútil espera...
Cansaram-se os dias...
(Meus olhos em naufrágios)
Teus lassos passos diluíram-se no labirinto
De nós dois.
Ficou poeira de rastros
em minhas teimosas reminiscências...
Rastros, na poeira dos dias!
Teus passos que nunca chegaram
Aos meus
sumiram na poeira do teu descaminho!


AUTORIA: Lavínia Andrill
Imagem: Internet
Arquivo: Fantasias/Borboleta

CANÇÃO Nº 078 - BELLE LE TUE LABBRA



BELLE LE TUE LABBRA (Luca Barbarossa)

Belos são teus lábios,
Por favor, mantenha-os aqui esta noite.
Estou aqui em frente a TV, esperando-a...
Belos são teus lábios,
Quentes como o sol
Belos são teus lábios,
E este nosso amor!
Este amor que é uma viagem
Esse amor sem um lar
Este amor que nunca termina
Esse amor que é meu pesar
Esse amor que não me deixa dormir
Sem saber ande você está
Esse amor sem palavras
Esse amor que você diz para mim: nosso amor é grande, assim!
 Belos são teus lábios,
As mãos sem segredos
O amor também espera que esta noite seja para nós.
Amor que permanece
Amor, você me olha e me diz como você me vê.
Linda, amo seus lábios quando você sorri para mim!
Sorria para mim, sem falar!
Amor, amanhã  depois da festa  você poderá dormir
Feche a janela para que o sol não entre.
É bom enquanto dormes e este nosso amor permanece.
Belos são teus lábios, amor!