domingo, 16 de outubro de 2016

POEMA 261 - SEGREDOS VIS

Por que sussurras aos meus ouvidos
estes segredos vis
Se estes teus segredos são minha perdição
E nesta perdição é que me salvo...
- todas as tuas perversões, meu Senhor?
Se, num átimo dos teus desejos amalgamados aos meus,
perdendo-me, me salvo...
Estes teus segredos vis levam-me a terras distantes
aonde ninguém mais adentra
onde enfrento meus monstros
adestrados por ti. Meu deus pagão, meu Senhor!
Despertas em mim vontades inconfessas
loucas, libertinas, ardilosas. Tão vis!
Tens o dom de me conduzir com o teu querer encantatório
meu Dom, meu Senhor!
Joga-me ao calabouço dos desejos insanos e paixões desembestadas
Prazeres tão estranhos... tão sutis...
Ah, estes nossos segredos vis
meu Santo Graal, sem o qual, não mais vivo!
Minha pobre alma, em danação, perde-se e se encontra
nos meandros destes teus quereres aos quais me subjuga.
Profanos!
Ardis aos quais me submeto. Por devoção, amor e vocação
- Há sentido para uma desenfreada e tresloucada paixão?
Valsa de fogo a beira do abismo
para onde me arrastam os sentimentos desgovernados...
Não! Não há como resistir ao domínio destes teus segredos vis
Destes teus quereres libidinosos
se para mim, são apenas fascínios!
Para mim, sacralizados. Meu Senhor!
(O chicote que lacera, acaricia)


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: GAGUTH

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