domingo, 12 de abril de 2015

POEMA Nº 228 - AMOR QUE NÃO SE ESQUECE...

Que fazer deste TEU amor cigano
Voo de pássaro sempre em idas
Errôneo?
Que fazer deste MEU amor insano
Rastro de caminhos sempre em esperas
Forâneo?
Teu amor - água rebelde a escorrer-me nos dedos
Feito silêncios.
Calam a alma súbitos espantos
Jardim sem álamos,
Sabor amargo de lua minguante...
De esperas e quebrantos.
Meu corpo sempre a espera
do teu. Desencantos.
Mandrágoras em minhas mãos,
Viciam-me em ti...
Não vens...
Colares de estrelas e ventos,
Teço... enfeito-me...
Não vens...
O abismo que a tua ausência lançou
Alei meus pés... voei... caí,
 Precipício
De não viver sem ti.
(Ainda penso em ti.)
Que fazer desse amor
prisioneiro em mim?


Autoria: Lavínia Andrill
Imagem: Internet

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