domingo, 3 de maio de 2015

POEMA 234 - O TEMPO É UMA QUIMERA

Os portais do tempo
 sibilam em meus ouvidos
 seus sons enferrujados.
Eras e quimeras debatem-se
 nas entranhas da velha alma.
Os acordes vorazes são sempre os mesmos,
apenas se repetem a cada ciclo que se cria.
Não há o renovo. Mera fantasia...
A velha alma sabe disto.
Queda-se, complacente.
Espreita e espera... Sente
que tudo se repete.
Intermináveis ciclos.
Indubitavelmente,
em eras e quimeras.




Lavínia Andrill
Imagem: Internet


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