quarta-feira, 13 de junho de 2018

POEMA 271 - NOSTALGIA


Nostalgia
abocanha-me, inclemente
Saudade de uma vida que não tive
Nem vivi, mas queima em fráguas
Em mágoas por não ter me permitido
Que assim fosse. Vivido.
Rasga o peito em tormentas
Uma dor imensa
Inexplicável
Dilacerando vísceras
Enegrecendo-me a alma,
criança atônita 
Que incalma chora
Na prisão de um corpo
que não se permite,
Sequer admite,
Ser feliz.


Direitos Autorais: Lavínia Andrill
Imagem: Google

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