quinta-feira, 29 de junho de 2017

POEMA 268 - ODE À MINHA MEMÓRIA, AMOR MEU!

Se, eu me for de repente
do tempo que o tempo me deu,
lembre-se de mim, amor meu,
tal qual tantos poetas
"que te amei mais do que pude".
E quando nas frias madrugadas
tuas trôpegas mãos buscarem meu corpo
e só encontrares o travesseiro frio
lembre-se, amado meu, 
"que te amei mais amiúde"!
Na travessia invernal em que ainda fores tempo,
adentro ainda por estas paisagens,
e sentires a mão algoz da solidão fria
a doer em teus ossos frágeis,
lembre-se, vida minha,
que estarei contigo,
enquanto em ti, me guardares.


Autoria: LavíniaAndrill
Tela: Marc Chagall - Pintor russo (1887-1995)

Um comentário:

  1. Brincando de fazer poemas? (Só brincando...?) Não brinca! As palavras fluem com tanta e espontânea naturalidade e criatividade tão fascinante no encontro das palavras que a gente se perde tentando encontrar as palavras certas para elogiar sem correr o risco de estarmos sendo insuficientes ou injustos na nossa avaliação: Tudo o que dissermos parecerá sempre pouco e parcimonioso demais... (Foi uma grata surpresa tomar conhecimento desse talento seu: Disponha do meu Face sempre que quiser divulgar belas poesias desse tipo!).

    ResponderExcluir

Seu comentário é muito importante para mim! Obrigada por comentar!