domingo, 15 de maio de 2016

POEMA 248 - CARNALIDADES


Se, dentre tantas outras irmãs do vício,
Que na sarjeta se atiram, almas profanas,
Prenhas de carnalidades e precipícios,
Paixão da lascívia fome humana!
A mulher-dama é muito mais Dama!
Vícios lascivos, insaciáveis,
Consomem as carnes e corrompem os sentidos,
Desvairados, incontidos, numa dança louca,
Onde deuses e demônios proibidos
Tentam lhe possuir... boca a boca.
Morre a Dama, nasce a Puta...
A quem se entregar, senão àquele
Que maior prazer proporcionar:
fogo, luxúria e libido!
Deixando marcas sobre a pele
Prazer intenso, desmedido!
No corpo e na alma da mulher
Que se sente Deusa e nasce Santa
Que vive e morrerá como bem quer
Santa ou Puta!
Quando a matilha se levanta
Apenas para o deleite dos perdidos
Em todos os seus cinco mil sentidos!
Puta e Santa!




Autora: Lavínia Andrill, com uma pitada dos ANJOS URBANOS
TELA: Iwona Wierkowska

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